Título: Múltiplos prováves diagnosticos

Enviado por: Sandra Joaquim

em: 19-04-2009 21:19

Boa Tarde,

Tenho uma filha linda com 3 anos e 4 meses, a Joana, com atrasos muito significativos ao nivel da linguagem.
A Joana começou a ficar sentada aos 6 meses, aos 9 meses a gatinhar e aos 12 meses a andar. Sempre foi uma bébé muita activa, irrequieta, e com um desenvolvimento normal no ponto de vista do pediatra.
No entanto, num internamento por causa de razões do foro respiratório ela foi referenciada por um pediatra, aos 23 meses, para uma consulta de desenvolvimento. A Joana teve diversas crises de falta de ar entre os 12 e 24 meses, e era aqui que estava o nosso enfoque de atenção, infelizmente. A Joana tem asma, mas está controlada.
Assim, aos 28 meses, num Hospital público, foi diagnosticado uma provável PEA; Numa Pedopsiquiátra, bastante competente, problemas ao nivel da Integração sensorial; Num Neuropediatra pareceu-lhe antes; Hiperactividade e Déficit de Atenção; e finalmente em outro Hospital privado repetiu-se o poosivel diagnóstico de PEA; este último foi onde a Joana passou a ser "seguida".
De facto, e dado tudo o que li, tudo indiciava para este diagnóstico apesar da minha intuição ser contrária. A Joana, não apontava; dizia menos de 10 palavras; não olhava nos olhos quem não gostava; não respondia sempre ao nome; não gostava de mimo nem de colo; tinha birras quando contrariada e por vezes com auto agressão; ficava obcecada por anuncios de TV; mas nunca teve outras abcessões nem movimentos esteriotipados ou repetitivos; sempre utilizou os objectos e brinquedos da forma correcta; sempre teve jogo simbólico, desde cedo que inventava brincadeiras, brincava com bonecas, dava pápa, etc... A imitação do gesto simples e de linguagem era quase nula, principalmente se insistiamos para que repetisse, mas a imitação ao nivel das tarefas domésticas, o passear os bonecas de carrinho... já se dava de forma clara. E sentia que a Joana sempre comunicou e se relacionava, mas não no mundo das palavras.
No entanto, e após este possível diagnóstico, a Joana ingressou de imediato no infantário e aos 29 meses começou com a terapia ocupacional de Integração sensorial que a Pedopsiquiatra tinha sugerido, 2 vezes por semana. E a partir dos 33 meses começou com apoio de uma professora de Educação Especial da Intervenção Precoce, e vezes por semana; e com Ginástica, 1 vez por semana.
Como a Joana parecia outra e havia tido melhorias incriveis, fomos à consulta de desenvolvimento do Hospital que a estava seguir, pois achava que a Joana precisava de terapia da fala o quanto antes.
Assim, após a Dra. ter estado com a Joana 5 minutos, foi resvisto o diagnóstico para Perturbação da linguagem.
De facto, a Joana aos 29 meses começou a apontar, já diz e faz o gesto do adeus, já diz mtas palavras e faz frases com duas palavras ou 3 palavras, mas com má dicção; relaciona-se de forma correcta com as outras crianças; integrou-se muito bem no infantário e todas as suas regras; atende ao nome; olha nos olhos; tenta-se explicar; brinca imenso ao faz de conta; adora livros; conta até 10 e conhece os numeros, sabe as cores; faz puzzes; faz rabiscos com traços e bolas...etc..
No entanto e dado que solicitei a esse Hospital que se começasse com a terapia da fala; esta terapeuta após ter estado com a Joana 4 sessões e de ter visto a Joana em contexto de aula (a educadora diz que a Joana se portou como um palhacito, pois viu a terapeuta e queria brincadeira); esta efectou um relatório ( que eu, a educadora e as técnicas não concordam) que levou a que a Pediatra de desenvolvimento voltasse mais uma vez a rever o diagnóstico para Atraso Global do desenvolvimento; e que ainda não aconselhava nesta fase terapia da fala.
Fiquei estarrecida, não pelo diagnóstico em si, apesar de todos os que acompanhamos a Joana por perto não acharmos que ela tenha comprometimentos ao nivel cognitivo; mas porque achamos todos que é a fala que impede a Joana de ainda mais evoluir.
Nunca foi feita nenhuma avaliação formal da Joana, porque aos 29 meses a Joana se recusou a cooperar e vem assim sendo adiada por esse tecnico (equipa da pediatra de desenvolvimento),
Estou a pensar mudar de Hospital e continuar com o Hospital Publico (apesar deste estar tudo mto lento); mas finalmente com consulta marcada; e também contactar outro terapeuta da fala.
O que é que acham? Fará mal acumular a terapia da fala com a terapia ocupacional e com o professor de apoio? será que a Pediatra de desenvolvimento tem razão? Os técnicos que agoram acompanham a Joana na prática acham que deve ter terapia da fala....
O diagnóstico da Joana nunca me pareceu o mais importante, e sim as terapias e estimulos que a Joana podesse ter para fomentar o seu desenvolvimento. mas tenho que admitir que com tantas dúvidas, começo também a ter dúvidas no que será melhor a fazer.
Muito Obrigada pela atenção e paciência e desculpa a larga exposição.
Cumprimentos de uma mão muito preocupada,


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